Blog do Guga Sales Vilar

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segunda-feira, abril 09, 2007

Voando às escuras

Reportagem da Revista Veja sobre a maior crise militar no Brasil desde 1964, provocada, como sempre, pela incapacidade do presidente Lulla!

Lula atropela a Aeronáutica, cria uma crise comos militares e é enquadrado pela caserna – maso país segue sem uma solução para o apagão aéreo
Otávio Cabral e Diego Escosteguy

Christian Hoehn/Getty Images, Andre Dusek/AE
MEDINDO FORÇA O presidente com o brigadeiro Saito (à dir.) e os demais membros da cúpula das Forças Armadas: eles peitaram Lula e ganharam a parada
O que levou o presidente Lula a ceder tão gentilmente aos controladores de vôo amotinados nos aeroportos do país no dia 30 de março, concordando em dar-lhes compensações salariais e revogando-lhes uma ordem de prisão dada pela cúpula da Aeronáutica? O que levou o presidente Lula, dias depois, a chamar os controladores de irresponsáveis e traidores, cancelando correções salariais e autorizando prisões em caso de nova rebelião? Em sua explicação pública para tamanha guinada, Lula saiu-se com justificativas contraditórias. Primeiro, disse que, ao saber do motim dos sargentos, estava a bordo do Aerolula rumo aos Estados Unidos e não recebera um "quadro completo" da situação. Depois, encarregou seus assessores de espalhar que o recuo se explicava porque, no auge da crise, não tinha alternativa além de ceder aos controladores, sob pena de manter os aeroportos do país paralisados. Por fim, em reunião com aliados no Palácio do Planalto, disse que se sentia "traído" pela categoria. "Fui apunhalado pelas costas. Esperaram eu sair do país." O que Lula não disse é que o principal motivo de ter mudado tão radicalmente de posição foi outro: os militares peitaram o presidente – e ganharam a parada.
Assim que teve sua ordem de prender os controladores de vôo cancelada por Lula, o comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Juniti Saito, reuniu-se com um grupo de oficiais, assessores jurídicos e dois representantes do Superior Tribunal Militar (STM). A reunião aconteceu no 9º andar do prédio da Aeronáutica, na Esplanada dos Ministérios. Na discussão, ponderou-se que a decisão de Lula poderia resultar numa acusação por crime de responsabilidade. Afinal, no artigo 7º da lei que define crime de responsabilidade prevê-se punição para a autoridade que venha a "incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina". Com essa poderosa ameaça na manga, o brigadeiro convocou outra reunião, para a manhã seguinte, com os nove brigadeiros que compõem o alto-comando. Nesse encontro, discutiram como ampliar o arsenal para enfrentar Lula. A primeira decisão foi que o Ministério Público Militar, afinado com a cúpula da Aeronáutica, processaria os rebelados, a despeito das promessas do presidente de que não haveria punição. "A punição dos grevistas sempre foi questão de honra. Não voltaremos atrás nem com ordem do papa", disse a VEJA um integrante do alto-comando.

AE
A CENTRAL DA CRISEControle de vôo em Brasília, no momento do motim dos sargentos
Na mesma reunião, os brigadeiros decidiram ainda resistir a outra reivindicação dos sargentos amotinados que Lula mandara atender: a desmilitarização do controle de tráfego aéreo. Atualmente, os controladores de vôo e os responsáveis pela defesa aérea compartilham uma parte dos equipamentos. Os militares decidiram, ali, que os equipamentos passariam a ser usados somente pela defesa aérea. Também decidiram suspender o treinamento de novos controladores, uma tarefa hoje exclusiva da Aeronáutica, e listaram os benefícios que mandariam cortar dos rebelados: moradia funcional, transporte de casa para o trabalho, assistência médica e alimentação – tudo, hoje, cedido pela Aeronáutica. Por fim, Saito disse que, se Lula mantivesse a decisão de ceder tudo aos amotinados, ele entregaria o cargo. Os demais presentes – com uma só divergência, a do brigadeiro José Américo dos Santos – também disseram que entregariam o cargo ao presidente. "Olha só a situação em que eu cheguei", comentou o brigadeiro Saito. "Posso ser o comandante da Aeronáutica com a permanência mais curta da história."
O pacote todo – a suspeita de crime de responsabilidade e a retaliação à desmilitarização – foi apresentado a três interlocutores do presidente Lula: o deputado Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara, e os ministros Waldir Pires, da Defesa, e Walfrido Mares Guia, das Relações Institucionais. Lula foi devidamente informado de tudo no próprio sábado, quando ainda estava em Washington. Ao desembarcar de volta ao Brasil, no domingo de manhã, o presidente já sabia que transformara o apagão aéreo numa crise militar – e partiu para o recuo. Logo que chegou, Lula telefonou para o brigadeiro Saito e fez um discurso conciliatório. Começou atribuindo a culpa ao seu negociador, o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, que fora escalado para falar com os controladores amotinados em Brasília e ofereceu a rendição completa do governo – inclusive assinando uma nota em que prometia, em nome do presidente, que não haveria punição, mas depois negou solenemente o compromisso. Na conversa telefônica com o brigadeiro, Lula disse que seu ministro se excedera nas concessões.

AJB/RIO
IMAGEM DO PASSADOSoldados do Exército ocupam base da Aeronáutica na rebelião dos sargentos em 1963
Diante da firmeza com que os militares agiram, o presidente Lula voltou atrás em tudo: autorizou prisões em nova rebelião, cancelou os aumentos salariais e não editou a medida provisória prevendo a desmilitarização do setor aéreo. Parece uma solução, mas não é. "Lula não resolveu o apagão aéreo e ainda criou uma crise militar. Transformou um problema em dois. Operou o milagre da multiplicação das crises", avalia o cientista político e historiador Octaciano Nogueira, da Universidade de Brasília. A crise com os militares não tem parentesco em termos de gravidade com a revolta promovida pelos sargentos da Aeronáutica em 1963, que defendiam a elegibilidade dos militares. "Mas talvez seja a crise mais séria desde que o país voltou a ter eleições presidenciais diretas, em 1989", diz Octaciano Nogueira. Em contraste com a atual lambança, os governos passados conseguiram tratar com harmonia assuntos caros aos militares. O presidente Fernando Collor, por exemplo, logrou acabar com o famigerado SNI sem provocar a ira dos militares. O presidente Fernando Henrique, igualmente sem sobressaltos, criou o Ministério da Defesa.
Em boa medida, a crise da semana passada é resultado da inabilidade do presidente Lula em tomar decisões. A própria crise aérea já dura seis meses, e, ao longo desse período, sempre que as circunstâncias exigiram uma pronta decisão, o presidente titubeou – e cada vacilo correspondeu a um prolongamento do caos (veja o quadro na pág. 62). Seu hábito de adiar ao máximo o momento de tomar uma decisão parece ter surgido nos tempos de sindicalista no ABC paulista. Ali, Lula forjou seu modo de fazer política, nas reuniões do sindicato dos metalúrgicos com as montadoras de automóveis, em que conciliação e paciência são virtudes essenciais na mesa de negociação. No exercício da Presidência da República, tais características transformam-se em defeitos. O comandante de uma nação deve lançar mão de sua autoridade sempre que necessário, mas isso parece soar aos ouvidos de Lula como um chamamento à truculência. "A ingenuidade e a irresponsabilidade política demonstradas por Lula na crise aérea são características dessa república sindicalista que está no poder", diz a filósofa Maria Sylvia de Carvalho Franco, da Universidade Estadual de Campinas. "Em determinadas situações, como a dos amotinados, simplesmente não se pode negociar. É preciso assumir responsabilidade e tomar as devidas providências."
Ao somar sua proverbial inapetência por decidir às nomeações equivocadas, Lula contribui pesadamente para o caos atual. Nem se fale do ministro Waldir Pires, da Defesa, que já deu provas cabais de sua inadequação ao cargo – e a quem Lula resiste em demitir. A passagem do deputado Carlos Wilson pela presidência da Infraero quase destruiu a estatal, transformada num monumento à corrupção. A rapinagem impossibilitou, por exemplo, reformas essenciais na pista do Aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do país. Na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), dos cinco diretores, quatro não têm nenhuma experiência no setor – tanto que são jocosamente chamados pelos próprios assessores de "pilotos sem brevê". O dado mais desalentador é que, com tudo isso, o apagão aéreo entra no feriado da Páscoa do mesmo tamanho, se não maior, que antes. Os controladores estão revoltados com o governo, que não cumpriu suas promessas – e, embora estejam amedrontados pela ameaça de punições, mostraram força para parar o país a qualquer momento. Os militares, por sua vez, estão convencidos de que o presidente é capaz de lhes ceifar a autoridade com uma ligeireza inaudita. E o país permanece sem que o governo tenha até agora apresentado um plano consistente para superar o caos aéreo. É um vôo cego.

Fotos Victor Soares/Agência Brasil, Wilton Junior/Ae, Vivi Zanatta/AE e Alan Marques/Folha Imagem

Carta Aberta aos que AINDA acreditam no Lulla

Prezados senhores,Gostaria MUITO de saber o que Vossas Senhorias chamam de "boas coisas" feitas por este ditador disfarçado, que tem por alcunha o nome de um moslusco - LuLLa - ao Brasil e aos mais pobres deste país!Simplesmente ainda não encontrei nenhuma!Os milionários banqueiros, proprietários de bancos e fundos de aposentadoria privados, estão adorando este governo, pois JAMAIS na história tiveram TANTO LUCRO! (lucro lícito e ilícito.).E em compensação, os POBRES estão cada dia MAIS POBRES!Ocasionalmente sua excressência o presidente MULLA dá uma esmola aos pobres, sob o nome de "bolsa-família", mas quando passa as eleições, ele tira isto, como está tirando, NESTE MOMENTO de 147 MIL FAMÍLIAS a quem ele dizia ajudar com míseros 45 reais por mês. (cêrca de 16,24 euros mensais).É INCRÍVEL que um ditador como ele, que instituiu uma lei que impõe um CONTROLE EXTERNO do judiciário, o que na realidade faz com que o governo manipule o judiciário como quiser, e que quer instituir o mesmo para a imprensa; um governo que simplesmente está EM PESO denunciado pelo procurador-geral da república por FORMAÇÃO DE QUADRILHA e tentativa de PERPETUAÇÃO NO PODER de seu partido, não é um governo que se preocupe com pobres! É um governo sim que está preocupado com os 25 MILHÕES DE REAIS que de uma hora para outra apareceram na conta bancária do filho do presidente, presenteado pela TELEMAR e pela PORTUGAL TELECOM, pela compra de umas açõezinhas vagabundas de uma empresinha de fundo de quintal que o Lullinha (filho do Lulla) criou para receber dinheiro fruto da corrupção do governo do pai.

Um governo que simplesmente desvia de FUNDOS DE PENSÃO 2 BILHÕES de reais para pagar suas contas; que desvia 11 MILHÕES de reais para fazer cartilhas ideológicas para o partido do presidente; que desvia 17 MILHÕES e 500 MIL reais para falsificar um dossiê que atacasse os adversários nas últimas eleições... que desvia 150 MILHÕES de reais para pagar deputados no parlamento para irem pros partidos de apoio ao governo e para garantir que os mesmos partidos apóiem o governo em tudo...ISTO é um governo bom para quem???E olhe que não expus nem a METADE dos crimes deste homem!Sabe o REAL MOTIVO pelo qual os aeroportos brasileiros estão como estão?? É que só em 2005, foram desviados MAIS de 450 MILHÕES de reais da INFRAERO - empresa que gerencia os aeroportos - e as obras do aeroporto de Congonhas foi superfaturada em 252%! Isso mesmo! DUZENTOS E CINCOÊNTA E DOIS POR CENTO! Meus caros senhores, não caiam na esparrela de acharem o Lulla um grande herói da humanidade! Ele não passa de um ditadorzinho ladrão e canalha, que não mede esforços para ganhar dinheiro fácil e impor sua política populista, demagoga, autoritáriamente socialista, à Nação Brasileira!




Gustavo Henrique Sales Vilar