O Crime dos Crimes
11 de fevereiro de 2007
"O submundo do crime está urdindo cavilosamente nos porões mais fétidos da política brasileira o cometimento do crime dos crimes que é a aprovação de anistia ao 'Chefe da Quadrilha' José Dirceu ."
Parcela expressiva do povo brasileiro foi acometida por um processo patológico de natureza psicossocial e política que, de tão grave, o tem deixado em estado de letargia. O “jeito petista e lulista de governar” é a causa desta afecção mórbida que tem levado esse povo ao sono profundo e duradouro. Mesmo acordados, esses brasileiros ficam em estado de abatimento moral tomados pelo sentimento de apatia, de indiferença e de desinteresse pelos fatos que dizem respeito à vida nacional. Esta situação se configura muito grave: o descrédito e o sentimento de que tudo está perdido e que não há remédio para superar esta crise institucional que se abate sobre o País tem eliminado a capacidade de reação de nosso povo, o que faz ampliar esta moléstia contagiosa. Portanto, quem não perdeu a capacidade de combate tem o dever de reagir por si e pelos inertes a fim de que este mal não se transforme em uma pandemia. Afinal, não somos uma Nação de pigmeus e, exatamente por esta razão, não podemos ser impotentes, sem iniciativa, desorientados. Ficarmos assistindo a tudo isto de braços cruzados como meros espectadores é reservar um espaço na história como acovardados que se omitiram na construção de uma sociedade de pessoas livres e com oportunidades iguais. O submundo do crime – que a cada dia se apodera de mais espaços políticos – está urdindo cavilosamente nos porões mais fétidos da política brasileira o cometimento do crime dos crimes que é a aprovação de anistia ao “Chefe da Quadrilha” José Dirceu a fim de restaurar-lhe os direitos políticos, suspensos quando da cassação de seu mandato de deputado federal por falta de decoro parlamentar em decorrência da prática de inúmeros atos de corrupção e outros crimes conexos. Será uma indignidade, uma insanidade, um atentado ao Estado de Direito que pressupõe a existência de ordenamento jurídico a ser cumprido. Ora, anistia é um instituto jurídico que não especifica pessoas, embora a elas beneficie. Reporta-se a fatos políticos (crimes) ocorridos em um determinado momento e cuja concessão tem por objetivo a pacificação e a harmonia social. Concede-se, pois, a anistia “por motivo de utilidade social”, no dizer de Aurélio Buarque de Holanda sustentado pela melhor doutrina jurídica mundial. Qual o crime político cometido por José Dirceu e qual a utilidade social dessa anistia? – Corrupção e crimes conexos nunca tiveram status de delitos políticos. Trata-se de delitos contra a administração pública, logo, a concessão de anistia será um desserviço à sociedade. Será a caracterização de que o crime compensa porque a sua prática passa a não gerar punibilidade. Será um estímulo à prática da corrupção que se apresenta como o pior cancro a destruir as melhores perspectivas de populações pobres de um País. Vou mais além e indago: depois que se vier a conceder anistia a José Dirceu, o que fazer com Nicolau dos Santos Neto, o “juiz Lalau”; com Marcos Willians Herbas Camacho, o "Marcola", ou com Luiz Fernando da Costa, o “Fernandinho Beira Mar”, todos líderes, também, de organizações criminosas? Basta de conivência. O que ainda resta de instituições sérias e comprometidas com este País precisa levantar-se para impedir que esta agressão inominável seja perpetrada.
Senador Almeida Lima
PARA CONHECER A ATUAÇÃO DO SENADOR VISITE www.almeidalima.com.br
Reprodução, publicação e divulgação autorizadas.
"O submundo do crime está urdindo cavilosamente nos porões mais fétidos da política brasileira o cometimento do crime dos crimes que é a aprovação de anistia ao 'Chefe da Quadrilha' José Dirceu ."
Parcela expressiva do povo brasileiro foi acometida por um processo patológico de natureza psicossocial e política que, de tão grave, o tem deixado em estado de letargia. O “jeito petista e lulista de governar” é a causa desta afecção mórbida que tem levado esse povo ao sono profundo e duradouro. Mesmo acordados, esses brasileiros ficam em estado de abatimento moral tomados pelo sentimento de apatia, de indiferença e de desinteresse pelos fatos que dizem respeito à vida nacional. Esta situação se configura muito grave: o descrédito e o sentimento de que tudo está perdido e que não há remédio para superar esta crise institucional que se abate sobre o País tem eliminado a capacidade de reação de nosso povo, o que faz ampliar esta moléstia contagiosa. Portanto, quem não perdeu a capacidade de combate tem o dever de reagir por si e pelos inertes a fim de que este mal não se transforme em uma pandemia. Afinal, não somos uma Nação de pigmeus e, exatamente por esta razão, não podemos ser impotentes, sem iniciativa, desorientados. Ficarmos assistindo a tudo isto de braços cruzados como meros espectadores é reservar um espaço na história como acovardados que se omitiram na construção de uma sociedade de pessoas livres e com oportunidades iguais. O submundo do crime – que a cada dia se apodera de mais espaços políticos – está urdindo cavilosamente nos porões mais fétidos da política brasileira o cometimento do crime dos crimes que é a aprovação de anistia ao “Chefe da Quadrilha” José Dirceu a fim de restaurar-lhe os direitos políticos, suspensos quando da cassação de seu mandato de deputado federal por falta de decoro parlamentar em decorrência da prática de inúmeros atos de corrupção e outros crimes conexos. Será uma indignidade, uma insanidade, um atentado ao Estado de Direito que pressupõe a existência de ordenamento jurídico a ser cumprido. Ora, anistia é um instituto jurídico que não especifica pessoas, embora a elas beneficie. Reporta-se a fatos políticos (crimes) ocorridos em um determinado momento e cuja concessão tem por objetivo a pacificação e a harmonia social. Concede-se, pois, a anistia “por motivo de utilidade social”, no dizer de Aurélio Buarque de Holanda sustentado pela melhor doutrina jurídica mundial. Qual o crime político cometido por José Dirceu e qual a utilidade social dessa anistia? – Corrupção e crimes conexos nunca tiveram status de delitos políticos. Trata-se de delitos contra a administração pública, logo, a concessão de anistia será um desserviço à sociedade. Será a caracterização de que o crime compensa porque a sua prática passa a não gerar punibilidade. Será um estímulo à prática da corrupção que se apresenta como o pior cancro a destruir as melhores perspectivas de populações pobres de um País. Vou mais além e indago: depois que se vier a conceder anistia a José Dirceu, o que fazer com Nicolau dos Santos Neto, o “juiz Lalau”; com Marcos Willians Herbas Camacho, o "Marcola", ou com Luiz Fernando da Costa, o “Fernandinho Beira Mar”, todos líderes, também, de organizações criminosas? Basta de conivência. O que ainda resta de instituições sérias e comprometidas com este País precisa levantar-se para impedir que esta agressão inominável seja perpetrada.
Senador Almeida Lima
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